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| Home : Dicas e informações : Fisiopatologia Cicatricial |
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A pele é nossa primeira linha de defesa contra as agressões externas e
protege nossos órgãos, tecidos , vasos e ossos contra impactos e
lesões, que podem acontecer de diferentes formas, em variadas regiões
do nosso corpo, causando o que chamamos de traumatismos, os quais
necessitam de reparação.
Como envoltório externo e mais superficial é, frequentemente, a pele a
mais lesada nesses traumatismos. É também ela o órgão que apresenta,
depois dos ossos, mais resistência, justamente por seu papel protetor
dos órgãos internos. Uma das características dessa capacidade
protetora e resistência decorre da capacidade de regeneração e
cicatrização que a pele tem de reparar uma área lesada ou ferida. Este
processo se inicia imediatamente após acontecer o dano e passa por
diversas fases: 1º - Ocorre um sangramento de certa importância, porque vasos são seccionados durante a lesão.
2º - A seguir, começa a hemostasia - nome dado à coagulação do sangue
na pontinha dos vasos rompidos, fenômeno que ocorre nos
primeiros minutos após a lesão e tem como objetivo impedir a perda
sangüínea. 3º - Até dois dias depois da ocorrência da
lesão, acontece a fase inflamatória, durante a qual,
glóbulos brancos de defesa ( leucócitos ) saem de dentro dos
capilares para “limpar ” detritos na zona de
lesão (fagocitose) . Com isso, se retiram da área de trauma,
micróbios, pedaços de tecido em degradação ou já mortos
(necrosados) e corpos estranhos . 4º - Ao
mesmo tempo em que estes fenômenos estão ocorrendo existe uma
proliferação dos capilares com um aumento do seu número, permitindo um
acréscimo no conteúdo sangüíneo que chega à região. A isto se
chama ANGIOGÊNESE que é um fenômeno de importância para a formação de
novo tecido no lugar do que foi lesado. Esses vasos aumentado em número
se dilatam por ação de diversas substâncias que chegam à lesão e ocorre
um extravasamento de líquido na ferida ( edema
), que faz com que o aspecto externo pareça aumentado.
A cor avermelhada e o aspecto granuloso das zonas em
cicatrização acontecem por causa dessa vasodilatação e
do aumento do número de capilares. A este tecido bem
vascularizado cheio de novos vasinhos sanguíneos, chama-se de tecido de
granulação. 5º - Paralelamente, na parte mais
externa e superficial da pele , ocorre um aumento das
multiplicações de células que acaba por
preencher esta zona lesada com células da superfície, as células
epiteliais. Estas fecham e impermeabilizam a zona de
lesão ou ferida. Tudo isto ocorre nas primeiras 24 horas após a lesão !! 6º
- Após o 3º dia começa a ser depositada na superfície de
ferida uma substância chamada colágeno que promove a união
fibrosa entre as duas superfícies da ferida. Durante as duas
semanas seguintes, a multiplicação das células epiteliais e o
acúmulo de colágeno permitem uma aderência cada vez mais resistente à
zona lesada. 7º - A cor avermelhada da cicatriz até agora
evidente começa a empalidecer e tornar-se esbranquiçada, pois vai
diminuindo a quantidade de capilares sanguíneos na região. 8º - Ao fim do primeiro mês , a cicatriz está já inteiramente epitelizada. 9º - O processo completo de cicatrização dura mais mais de seis meses. Todo
o processo de cicatrização tem variáveis individuais, que dependem de
fatores genéticos e ambientais. Desta maneira, a cicatrização de
um indivíduo não pode ser comparada à de outro, assim como
feridas em diferentes partes do corpo de uma mesma pessoa também podem
se comportar de maneiras diferentes. Vale ainda observar que
cicatrização é fenômeno biológico que pode acontecer de
forma independente do tratamento. Mesmo quando
adequadamente tratado , um ferimento pode não evoluir
favoravelmente.
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